Nova Subida da Serra - entenda o que impede a conclusão da obra

Em 2019, a subida da Serra de Petrópolis ficou completamente interditada por 35 horas no total. Foram 18 ocorrências de maior complexidade no período que interromperam o fluxo de tráfego pelo equivalente a quase um dia e meio. Panes mecânicas, secas e elétricas, desatrelamentos e derramamentos de carga, acidentes e quedas de árvores estão entre as causas dos frequentes transtornos, agravados pela pista estreita e sinuosa.

Os problemas causados pelo traçado obsoleto tiram a paciência do usuário, obrigado a conviver com as consequências de um impasse envolvendo a conclusão da Nova Subida da Serra (NSS). Depois de três adiamentos determinados pelo poder concedente, a construção da nova pista foi iniciada pela Concer em 2013 para substituir a atual subida, em operação desde 1928 com as mesmas características físicas.

As obras avançaram a quase metade do total previsto no projeto executivo até ser paralisada pela concessionária em julho de 2016. O motivo da paralisação: o descumprimento das obrigações que a União e a ANTT haviam assumido para a execução da NSS. Uma situação que perdura até a presente data.

Pelo cronograma original, a Nova Subida da Serra entraria em operação no último trimestre de 2016, proporcionando uma pista adequada ao volume de tráfego, às características dos veículos de carga e à importância estratégica da BR-040 para a economia, além de um trecho de concessão modernizado de ponta a ponta.

Há cinco anos, porém, o que prevalece é o descumprimento contratual, resultando ao usuário um trecho da estrada que já deveria ser preservado como coisa do passado e não como a mais importante ligação rodoviária entre o Rio e Minas Gerais. A geometria ultrapassada da subida da serra contrasta com o restante da rodovia, ampliado e duplicado com 76 quilômetros de pistas e faixas adicionais.

Quem sobe a serra hoje trafega praticamente pela mesma estrada que o então presidente Washington Luiz percorreu há 92 anos para inaugurá-la. A subida da Rio-Petrópolis foi um avanço para a época, sendo considerada uma das mais modernas da América Latina, plenamente compatível com os 20 mil veículos então existentes no Rio de Janeiro. 

A situação atual, entretanto, é oposta. Sem acostamentos, com poucos refúgios e 114 curvas, o traçado da pista de subida é um grande gargalo para os milhares de veículos que trafegam por ele diariamente. As curvas mais fechadas dificultam ultrapassagens e reparos no pavimento, exigindo a interdição total do trecho pelo tempo de cura do concreto (mínimo de 7 dias).

Dependendo da ocorrência e retenção que a mesma causa, as equipes de socorro médico e mecânico só chegam ao local pela contramão, manobra que retarda o tempo de atendimento e, consequentemente, a normalização do tráfego. Entre 2013 e o ano passado, a subida da serra registrou quase 40 mil ocorrências que interferiram de alguma forma no fluxo de veículos, um volume que certamente seria bem inferior se o novo trecho de estrada já estivesse em operação.

A inadimplência da União e do poder concedente com os aportes da Nova Subida da Serra tiveram início em 2015. Confiante de que os créditos devidos seriam pagos (afinal, permanecem previstos em contrato por decisão judicial), a Concer prosseguiu com as obras por mais um ano e meio, até o estrangulamento financeiro impedir que a execução seguisse adiante. Em 2018, a Concer entrou em recuperação extrajudicial.

Nesta meia década de impasse, a empresa buscou uma solução consensual para reequilibrar o contrato e retomar a Nova Subida da Serra. Diante da persistência do imobilismo, porém, a Concer não teve alternativa senão a de recorrer à Justiça. Já são 7 ações que buscam restabelecer o reequilíbrio do contrato.
 



Fonte: Concer - 24/08/2020 às 00:00

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